Escrito nos raros momentos de folga de uma jornada fatigante.

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Divulgação literária e outros babados fortes

Versos cretinos, crônicas escrotas e contos requentados. O resto é pura prosa.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Maio


Oh, Maio!
Maio em que nasci
Glorioso Maio
Maio em que morri

Maio que enterra
A última quimera
Um sonho mau
Quem dera

Maio de tantos azares
De Tiradentes e zumbis
Calabares e Var Palmares
Heróis, guerreiros e empreiteiros.

Quem traiu?
Quem foi traído?
E o povo aplaude
Bestificado, estarrecido

Caem os mitos
E o povo aplaude
Discutem-se ritos
E o  povo aplaude

Meritocracia, Cleptocracia, Democracia
E o povo vaia
Em teu nome será exercido
Tomara que caia!

A Carta Magna
A Advocacia Geral
A Suprema Corte
O Senado Federal

Com a máxima vênia

O povo quer salário mínimo
Cesta básica
Direitos fundamentais
Emprego na fábrica

Quer um teto
Eu também quero
Quer um chão
Sem Messias, sem lero-lero

É tão simples
O que ninguém entende

3 comentários:

  1. Excelente Poesia!"é tão simples o que ningueém entende " Show!!Parabéns Marco!

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  2. Excelente Poesia!"é tão simples o que ningueém entende " Show!!Parabéns Marco!

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